sábado, 19 de setembro de 2009

AVISO IMPORTANTE

As eleições para a APUG acontecem nos dias 29 e 30 de setembro (terça e quarta-feira).

A Comissão Eleitoral disponibilizará urnas somente nos Campis I e II.

Colegas participem, votem e ajude no fortalecimento de nossa classe.

APRESENTAÇÃO

O que moveu e uniu esse grupo de professores que constituiu a Chapa Reconstrução foi em um primeiro instante a indignação. Não aceitamos sermos tratados como figurantes em uma cena que sabemos que somos os atores principais.

Não se faz ensino de qualidade sem profissionais de qualidade, se a antiga FAFICH e a atual UnirG, conquistaram um nome no mercado, foi principalmente pelo trabalho de seus professores. Somos nós que realizamos a função principal e motivo básico da existência dessa instituição. Por isso, somos amigos da UnirG sim! Porém, antes de tudo somos profissionais e exigimos sermos tratados como tal.

Todos sabemos da importância que o projeto UnirG tem, teve e ainda pode ter para Gurupi e região, porém para que esse futuro seja promissor é necessário que urgentemente medidas sejam tomadas.

Não somos gestores, mas sabemos como realizar uma boa gestão, afinal essa é uma das matérias em que somos profissionais. Como conceber que aquilo que ensinamos em sala de aula não seja praticado no dia a dia de nossa instituição? Como aceitar tantos desmandos, miopias, tiranias e ficar de braços cruzados? Não podemos, não devemos e justamente por isso, a Chapa Reconstrução se apresenta para que unidos consigamos virar esse jogo injusto e desigual!

A existência da UnirG como Instituição de Ensino Superior em Gurupi abriu perspectiva de termos um pólo regional de Educação Superior com qualidade social e busca de soluções das dificuldades estruturais do nosso município e municípios vizinhos. Mas tudo isso está ameaçado!

Hoje a existência da UnirG como uma instituição pública de ensino superior, de qualidade, de compromisso social, de competência na formação de profissionais e, acima de tudo, de desenvolvimento local está ameaçada. Hoje, nosso espaço de trabalho e nossas carreiras e até aposentadorias estão ameaçadas! Não podemos ficar indiferentes a esses acontecimentos!

Tudo isso ocorre porque vivemos nesse momento um processo de ingerência política, a falta de autonomia universitária, de planejamento estratégico, de construção da UnirG como um espaço democrático que respeita seus docentes, que fomente a formação profissional e o desenvolvimento local.

Vivemos uma situação de total desrespeito da comunidade universitária e dia a dia temos dificuldades em desenvolver nossas atividades docentes pela falta de segurança financeira, respeito a direitos trabalhistas básicos, condições de trabalho e um espaço acadêmico capaz de implementar canais de comunicação eficazes, efetiva transparência e solução de suas dificuldades.

Num contexto de grandes dificuldades institucional e profissional não temos tido um sindicato de professores que verdadeiramente lute para organizar a categoria docente para defender os seus interesses classistas e contribuir para que nossa IES de fato se consolide e sobreviva enquanto uma instituição democrática, com autonomia, com planejamento de longo prazo e que respeite seus professores, acadêmicos e funcionários administrativos.

Um sindicato não é uma sede, alguns móveis e funcionários. Um sindicato não é uma Diretoria ou um grupo isolado tentando fazer algo em prol de uma coletividade. A APUG somos todos nós, nossa luta, nossa vontade coletiva, nosso grito por DIGNIDADE JÁ!!

Sem sua participação, o seu envolvimento, o seu voto por uma APUG classista, capaz de propor lutas e ser forte, não haverá carreira docente digna, não haverá uma entidade representativa, que estabeleça as reivindicações dos docentes e tenha compromisso com o fortalecimento da democracia interna da UnirG. Precisamos de você para lutarmos pela manutenção da qualidade pedagógica, por canais de diálogo com a administração e fundamentalmente com a comunidade universitária e gurupiense.

Se a APUG continuar sendo uma entidade DO IMOBILISMO e DO SIM SENHOR não haverá possibilidade de romper com a crise que ora vivemos em nossa instituição. Por isso, precisamos reconstruir nossa entidade sob outras perspectivas, novo enfoque e capacidade política. Essas são para nós diretrizes fundamentais a serem desenvolvidas nos próximos anos.

Mas isso não significa dizer que tenhamos que ser intransigentes, inconseqüentes, inaptos ao diálogo e a negociação. Estaremos sempre defendendo os interesses dos professores com a responsabilidade e noção que esses interesses passam primeiramente pelo fortalecimento da UnirG enquanto IES autônoma e de qualidade, porém com a consciência que isso somente se consolidará com o fortalecimento de nossa classe.

OS PROBLEMAS MAIS URGENTES

01) Falta de Autonomia Universitária (contrariando a LDB)

02) Ipasgu;

03) Professores Contratados;

04) Enquadramentos;

05) Ponto eletrônico;

06) Erro de foco da Fundação (Função meio mais importante que funções fins);

07) Falta de planejamento estratégico;

08) Falta de solução para problemas básicos;

09) Falta de transparência;

10) Falta de democracia;

11) Falta de comunicação eficiente;

12) Drástica redução dos gastos da Academia (principalmente em hora/aula) e excessivo aumento de gastos da Fundação;

A UNIRG QUE QUEREMOS


Nós da APUG queremos uma UnirG pública, de qualidade social e marcada por ações pedagógico-administrativas que possibilitem uma acumulação de experiências positivas em todos os campos do saber. Queremos auxiliar a impulsionar nosso corpo docente rumo a um panorama de crescimento e funcionamento que atenda as expectativas de todos e não apenas aos interesses de alguns.

Queremos uma UnirG capaz de efetivar uma proposta real de transformação da realidade econômica, política e social de Gurupi, que de fato impulsione mudança positiva nos destinos dos cidadãos e cidadãs dessa cidade e sua região de influência.

As estratégias para solucionar as atuais dificuldades de nossa IES que não passam pela democratização, respeito à comunidade universitária, descentralização do poder, são simplistas, enganosas e sofísticas, já que efetivam como solução, um padrão de instituição antidemocrático, incapaz de se aproximar da comunidade e de propiciar uma boa formação profissional e o estabelecimento de efetiva transparência da gestão administrativa e financeira.

Nosso Centro Universitário sofre de macroencefalia, tem uma cabeça grande concentrada na Presidência da Fundação UnirG e o corpo pequeno na Reitoria, pró-reitorias e nos departamentos (nossas unidades orgânicas). Essa imagem se explica pela falta de cumprimento dos nossos Regimentos Internos e clareza dos papeis institucionais e pela falta de autonomia universitária.

Nossas relações administrativas não têm a eficiência de uma condução empresarial privada e nem tampouco a característica de uma empresa pública eficiente. Isso gera um impacto muito grande no que concerne a nossa capacidade de gestão administrativa e dos processos de ensino-aprendizagem. Assim se explica a maioria de nossas dificuldades atuais.

O Retardamento do Concurso para docentes, contratações sem planejamento para postos mal planejados ou sem a clareza do desempenho necessário, empreguismo político e mal uso dos recursos financeiros da UnirG vem impedindo a potencialização da IES como um Centro Universitário de fato, e para enxergar isso não é preciso se contratar “consultores” externos a peso de ouro, pois nós somos capazes de perceber nossos problemas e apontar as soluções, basta que haja planejamento, democracia interna.

Bons profissionais exigem remuneração compatível, com regularidade no pagamento dos salários, respeito aos direitos trabalhistas. Se a UnirG não investir em seu capital humano perderemos a possibilidade de manter/virarmos uma referência Estadual. Para a UnirG avançar, ter saúde financeira, uma política de gestão administrativa e pedagógica de qualidade, bem como uma comunidade universitária respeitada, a APUG não pode aceitar o desrespeito aos seus filiados passivamente.

Um clima de “secretismo” atinge o centro de nossa IES. Por exemplo, é comum a falta de discussão, debate acadêmico, transparência das dificuldades financeiras, planejamento estratégico e decisões. Por vários momentos nossa Instituição vivencia conflitos desnecessários simplesmente por falta de diálogo, esclarecimentos de informações fundamentais e falta de publicidade das decisões.

Quem são realmente os gestores desta academia? Porque não há uma responsabilidade coletiva dos processos de gestão, desenvolvimento institucional e acadêmico? Porque alguns podem mais do que os outros? Por isso, precisamos de uma APUG forte, que não seja intransigente, mas que também não vire uma extensão da Prefeitura ou da Fundação Unirg. Precisamos acima de tudo de uma APUG capaz de lutar pelos interesses mais prementes dos docentes.

O elemento-chave da UnirG que queremos são os docentes, tendo como apoio primordial o trabalho dos servidores administrativos e uma vida acadêmica democrática. Por isso mesmo, o centro de poder da UnirG não pode estar fora dela, deve estar concentrado no próprio Centro Universitário e Departamentos, onde se realizam nossas atividades acadêmicas administrativas. Queremos que a própria Fundação seja dirigida por docentes comprometidos com nossa IES e que saibam exatamente o que é uma sala de aula.

Pelo grau de dificuldades que vivemos concluímos que a administração da UnirG está enferma. Não somos uma empresa que urge rentabilizar a todo custo. Mas não somos ainda uma instituição pública, democrática e estratégica para a cidade de Gurupi.

Como candidatos à direção de nossa Associação de Professores, pretendemos reconstruir um conjunto de ações capazes de valorizar nossa comunidade acadêmica. Os docentes em conjunto com nossos alunos e funcionários para avançar rumo a RECONSTRUÇÂO DE NOSSA APUG e de um novo tempo para a UNIRG.

A APUG QUE QUEREMOS

Queremos uma APUG que atue fundamentalmente no sentido de contribuir para que a UnirG seja uma instituição de ensino, investigação e apoio a atividades de extensão, capaz impactar o desenvolvimento local e regional.

Esta idéia deve ter uma expressão na organização de nossa APUG e na plataforma política que pretendemos executar na próxima gestão. Não dá para melhorar a vida profissional dos docentes da UnirG sem a construção de uma verdadeira autonomia universitária, capaz de impulsionar os processos decisórios e a gestão dos processos pedagógicos, que devem ser feitos efetivamente pela Academia e seus departamentos.

As decisões estratégicas da UnirG devem passar pelos fóruns adequados do Centro Universitário e se submeter a apreciação dos órgãos internos. Sem isso teríamos evitado boa parte dos problemas ora enfrentados.

A UnirG só se consolidará enquanto instituição quando se organizar com autonomia, cabendo ao Presidente da Fundação e seus adjuntos promoverem a ligação horizontal entre os vários órgãos pedagógicos e administrativos, realizando a interdisciplinaridade e a democratização dessas relações.

No campo da ação sindical nossa APUG deve ter uma liderança de fato, ao mesmo tempo em que procure assegurar uma gestão administrativa eficiente e eficaz capaz de dialogar com a direção da UnirG mas sem ser flexível demais, ao ponto de não mais ser respeitada ou não ter suas reivindicações atendidas ou proteladas ao máximo.

Nossa APUG tem que ter a capacidade de fazer intervenções e ações que garantam a respeitabilidade e o equilíbrio necessário na relação APUG/ UnirG, sem conflitos desnecessários e apego a visões sectárias, dogmáticas, evitando situações que podem por em risco a idoneidade do diálogo, os abusos e ausência de poder que atentam contra a ética universitária.

Nesta fase de eleição de uma nova chapa para a APUG devemos escolher uma chapa que esteja comprometida com a causa da academia e com os princípios básicos de gestão acadêmica, que seja produto de um movimento participativo de toda a comunidade universitária e que tenha a coragem de estabelecer as lutas que precisam ser feitas.

Nós pensamos que os princípios aqui expostos nessa carta abrem possibilidades para que a nova diretoria da APUG inicie a transformação real da nossa IES, para que esta seja realmente o espelho da diversidade de idéias que nos une. Este é o pressuposto básico para que alcancemos uma melhor qualidade no nosso labor docente, na nossa produção acadêmica e em nosso mundo acadêmico, de ensino e investigação, de diálogo com firmeza na defesa de nossos interesses.

Sendo assim os motivos que levaram a estruturação da chapa RECONSTRUÇÂO PARA A APUG se assentam em 10 princípios básicos:

1) Sindicato com concepção classista;

2) Sindicato de lutas e de mobilização;

3) Luta pela construção de espaços democráticos e politizantes;

4) Não ser uma extensão do poder público municipal, da Reitoria ou da Fundação UnirG;

5) Não ser uma extensão de interesses políticos partidários;

6) Não ser marcada pelos interesses pessoais e personalistas;

7) Não aceitar a divisão da categoria Docente, como se os contratados fossem uma casta inferior;

8) Não priorizar questões externas a vida docente;

9) Propiciar e dar apoio a formação política e sindical da categoria;

10) Lutar por uma liderança ativa e dialogante, competente na gestão da APUG e na vida acadêmica.

AÇÕES ESTRATÉGICAS DO PONTO DE VISTA DA VISIBILIDADE DA APUG:

1) Criação de um Boletim da APUG Bimensal;

2) Implementação de um Portal na Internet com total interatividade e conteúdo voltado aos nossos interesses;

3) Preparação e implementação de iniciativas culturais no meio acadêmico da UnirG;

4) Luta pela garantia dos direitos trabalhistas e suas devidas remunerações e negociações de retroativos;

5) Luta pelo concurso público para preenchimento de vagas nas demandas existentes;

6) Luta pela transparência nos atos da Instituição;

7) Regularização e melhoria dos serviços de atendimento do Ipasgu;

8) A manutenção do ticket ou beneficio correspondente;

9) Articulação e cooperação da APUG com o sindicato nacional e com associações docentes das IES municipais no estado (estrutura de gts, seminários, etc..);

10) Implementação de Cursos de Formação Sindical e Política para Docentes;

11) Lutar por políticas setoriais adequadas e capazes de valorizar os docentes no ambiente universitário e qualidade de vida;

12) Realização de reflexões coletivas com os docentes na busca de alternativas criativas para os problemas do ambiente de trabalho e da carreira docente;

13) Estabelecimento de ações que reconheçam o valor e a importância de cada docente da UnirG;

14) Luta permanente pela saúde física, mental e profissional dos docentes, buscando melhorar o ambiente de trabalho, os salários e outras que devem estar na agenda de trabalho da UnirG;

15) Reivindicar que a UnirG se equipe com tecnologias que facilitem o desenvolvimento do trabalho e do desempenho dos docentes.

Chapa Reconstrução

DIRETORIA DA APUG 2009/2011

Presidente: Paulo Henrique Costa Mattos (Direito/Psicologia/Odontologia/Jornalismo)

Vice-presidente: Valmir Fernandes de Lira (Fisioterapia/Educação Física)

Primeiro Secretário: José Carlos de Freitas (Educação Física/ Enfermagem)

Segundo Secretário: Maria Otília de Moura (Direito/Educação Física)

Primeiro Tesoureiro: Augusto de Rezende Campos (Administração/Ciências Contábeis/Ed.Física)

Segundo Tesoureiro: Márllos Peres de Melo (Administração/Ciências Contábeis/Medicina)

Diretor de Comunicação Social: Américo Ricardo Moreira de Almeida (Administração)

Diretor de Assuntos de Política Sindical: Márcia Andréia Marroni (Enfermagem)

Diretor de Assuntos Culturais e Esportivos: Cláudio Franco Muniz (Medicina/Farmácia/Psicologia)

SUPLENTES:

Audimar Dionísio (Pedagogia/Educação Física)

Fabiano Donato Leite (Letras)

Paula Marinho Scotta (Psicologia/Enfermagem)

Lívio Fernandes Cavalcante (Fisioterapia)

Ricardo Yukio Asano (Educação Física/Enfermagem)

Wataro Nelson Ogawa (Medicina/Enfermagem)

Edna Maria Cruz Pinho (Pedagogia)

Kárita Carneiro Pereira (Direito)

Joaquim Santos Penoni (Medicina /Enfermagem)

CONSELHO FISCAL:


José Carlos Ribeiro da Silva (Pedagogia)

Jaqueline De Cássia Ribeiro de Paula (Direito)

Silvia Helena da Silva Marrafon (Letras)

Joel Moisés Silva Pinho (Pedagogia)

Adriana de Miranda Santiago (Pedagogia)

William Sepúlveda (Computação)

Alessandra Martins (Ciências Contábeis)

Gisela Pinheiro Lima Aires Gomes (Enfermagem)